7.10.08

a menina que gostava de elviz e o rapas que amava menina

Sempre gostei de minha mulher. Quando nos conhecemos ela tinha dezesseis anos e eu vinte. No primeiro olhar a quis como mulher.
Depois de muito, criei coragem a pedi em casamento. Disse que amava outro homem. Dei de cara. A surpresa me veio quando soube que o homem que ela amava era Elvis Presley.

Voltei no outro dia com uma idéia fixa na cabeça, ela não poderia ter nada com ele, pois estava morto. Sendo assim, se casaria comigo. Para o meu espanto, ela aceitou a proposta de casamento. Fiquei bolado, a condição era que eu me vestisse de Elvis Presley, sempre que ela pedisse. Mesmo com esta doentia obsessão aceitei, pensando em mudar este seu comportamento. A amei no dia em que a vi. Casei-me vestido de Elvis e o caralho a quatro, na festa só tocou musica dele. Foi um saco. Mas era tudo que eu queria. Ficar junto da mulher que eu sempre quis. Ao cabo de alguns meses, passei a ser motivo de fofoca na vizinhança. Ouvia o caçoar. Alguns avacalhavam geral. Passei a me sentir humilhado. Me senti um demente compactuando com toda aquela situação de merda. Por conseqüência passei a não atender aos desejos dela: vestir-me de Elvis. Parecia que tudo ia correr bem.

Um dia desses, cheguei em casa e ouvi gemidos altos vindo do nosso quarto, entro meio escabreado e a vejo se masturbando e gozando como nunca gozou comigo. Perguntei o porquê de tudo aquilo e ela me disse que estava fazendo amor com o homem da sua vida: Elvis Presley. Fiquei louco. Fui a cozinha, peguei uma faca e a furei todinha. Não suportei tamanha traição. Coloquei na vitrola um de seus discos, deitei-me a seu lado e compartilhei o último momento de nosso amor ao som de love me tender.

3 comments:

Lays Laine said...

doro sua graça'
prazer em ler!

Ju Barros said...

love me TENDER!!!??????
ou franga atropelada?
beijo.

Susanna said...

Sarcástico e surpreendente!

Parabéns!