8.11.06

retratinhos imemoráveis


I


folhas secas
nunca serão árvores
o absurdo desse verso
não é tanto
apesar do vacilo
e do medo
a enganação é máxima
para com toda poesia
que incidentalmente
ainda ama


II

amoçar e jantar,
arroz, feijão e sexo;
quando bem de perto
movimentos sistemáticos
entre fatos e versões.
sem tanta adrenalina
com ou sem as mãos,
sexo não é obrigação
quando se há palavras
sonhos quentes,
unificação...

III

a dupla identidade
dá indicios de graves consequências
e confusões literárias
os sons e os tons de um corpo
mostram um painel em decadência
e abaixo de tudo
o amor custa caro
quando se há palavras em silêncio.

1 comment:

lilian alves said...

e então, post pioneiro mesmo né... qual é a deste blog, "não funciona"? risos... falando a sério, acho que podias fazer da edição virtual uma forma de preceder a próxima real. beijo