2.2.09

conquistas e guerras

{:::}

os últimos a abrir torneiras
deixam escorrer por elas suas lágrimas
elegantemente com uma emoção inesquecível
a boa vontade alheia não faz pequenos confortos
impõe a diferença nada difícil de fazer a
base de gargalhadas.
abrir um sorriso especial
é dar por finalizado o espetáculo.



{:::}

em ziguezague
ela morreu onde você está.
taparam seu corpo com papelão,
não deu para disfarçar o cheiro.
não vi seus gestos de despedida.
por falsas identidades,
falei a ela o que sentia.
por mais que eu tenha tentado,
hoje vivo menos inspirado,
um distraído personagem.



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sair pra rua
acender uma vela pros guias
e fazer uma oração pro ritual
com as mesmas palavras
ditas mais fortes
para vencer as dificuldades.



{:::}

o retrato dilacerante
de um rebolado
é deprimente.



{:::}

a esse coquetismo,
uma passagem mais alentada
ao meu coração nos dias de hoje.
a lógica, um beijo.
pela graça divina dos detalhes
um teste dificilmente mais precioso
ainda mais quando não se há perguntas
e o peso dos sonhos.

1 comment:

dudu pererê said...

fragmentos dilacerados embebidos de asfalto e sangue frio.
sensações.